A Agonizante Morte do Simples

Itamar Duarte Ferreira - 21/02/2005

Há muitos anos, fala-se em redução de carga tributária, desoneração de encargos trabalhistas sobre as folhas de pagamentos das empresas, imposto único, e diversas outras falácias, visando diminuir o desemprego neste país.  De fato, foi dado um grande passo para isto, e por uma clarividência divina, os governantes acenaram positivamente com a criação do sistema simplificado de impostos, ou seja, o SIMPLES.

Este sistema propiciou à Receita Federal e ao INSS, uma grande arrecadação de impostos, pois milhares de empresas que viviam na informalidade, registraram suas empresas e assinaram as carteiras de seus empregados, que antes em nada contribuíam para os cofres públicos, e que após o advento do Simples,  seus empregados passaram a contribuir para o INSS,  e as empresas que antes nada recolhiam, passaram  a recolher o seus impostos de acordo com uma tabela progressiva, que por sinal,  ainda é muito alta para o segmento dos micro e pequenos empresários.

Como no Brasil tudo aquilo que tende a dar certo é modificado, eliminado ou dificultado, o Sr. Ministro da Fazenda, vem excluindo milhares de empresas optantes pelo simples, independentemente de seu tamanho. De 3.200 atividades cadastradas na Receita Federal, somente 247 podem hoje optar pelo simples.

Com tamanha burrice, e com os constantes aumentos da Carga Tributária, que torna o Brasil o Campeão dos Impostos, as micro e pequenas empresas não terão outra alternativa, ou quebram ou voltam para a informalidade, demitindo seus empregados, e com isso deixando de arrecadar uma grande fatia de impostos, pois são elas que mais geram emprego neste país.  

O golpe nas micro e pequenas empresas será fatal, haja vista o aumento da carga tributária para as empresas prestadores de serviços. Em breve serão outros aumentos e outros e a cada dia vamos trabalhar cada vez mais para o bem dos corruptos e improdutivos deste país.

Em breve teremos aumentos dos salários dos deputados, que passarão a ganhar uma ninharia de R$ 21.000,00 mensais, livre de todas as despesas, fora as verbas de representação, gabinetes, viagens e outras que passarão dos R$ 100.000,00 mensais para cada deputado.

Como já disse em artigos anteriores, todos nós, brancos, mestiços, mulatos e negros, voltaremos a ser escravos agora dos governantes deste país.

Itamar Duarte Ferreira é Perito-Contador – Sete Lagoas/MG.

Nota da Equipe Portal Tributário: o aumento da carga tributária, citada pelo autor do artigo, decorre da MP 232 e dos outros aumentos praticados desde a posse do presidente Lula (veja o artigo As Agressões Tributárias do Atual Governo contra a Micro e Pequena Empresa)


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