LEI Nº 9.096, DE 19 DE SETEMBRO DE 1995
DOU de 20.09.1995
Dispõe sobre partidos políticos, regulamenta os arts. 17 e 14, § 3º, inciso V, da Constituição Federal.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO I
Disposições Preliminares
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição
Federal.
Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos
cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o
pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana.
Art. 3º É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura
interna, organização e funcionamento.
Art. 4º Os filiados de um partido político têm iguais direitos e deveres.
Art. 5º A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com seu
estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros.
Art. 6º É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar,
utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus
membros.
Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei
civil, registra seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter
nacional, considerando-se como tal aquele que comprove o apoiamento de eleitores
correspondente a, pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição
geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos,
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um décimo por
cento do eleitorado que haja votado em cada um deles.
§ 2º Só o partido que tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior
Eleitoral pode participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo
Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão, nos termos fixados
nesta Lei.
§ 3º Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral
assegura a exclusividade da sua denominação, sigla e símbolos, vedada a
utilização, por outros partidos, de variações que venham a induzir a erro ou
confusão.
TÍTULO II
Da Organização e Funcionamento dos Partidos Políticos
CAPÍTULO I
Da Criação e do Registro dos Partidos Políticos
Art. 8º O requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório
competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, da Capital Federal, deve ser
subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a cento e um, com
domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos Estados, e será acompanhado de:
I - cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido;
II - exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa
e o estatuto;
III - relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número
do título eleitoral com a Zona, Seção, Município e Estado, profissão e endereço
da residência.
§ 1º O requerimento indicará o nome e função dos dirigentes provisórios e o
endereço da sede do partido na Capital Federal.
§ 2º Satisfeitas as exigências deste artigo, o Oficial do Registro Civil efetua
o registro no livro correspondente, expedindo certidão de inteiro teor.
§ 3º Adquirida a personalidade jurídica na forma deste artigo, o partido promove
a obtenção do apoiamento mínimo de eleitores a que se refere o § 1º do art. 7º e
realiza os atos necessários para a constituição definitiva de seus órgãos e
designação dos dirigentes, na forma do seu estatuto.
Art. 9º Feita a constituição e designação, referidas no § 3º do artigo anterior,
os dirigentes nacionais promoverão o registro do estatuto do partido junto ao
Tribunal Superior Eleitoral, através de requerimento acompanhado de:
I - exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários,
inscritos no Registro Civil;
II - certidão do registro civil da pessoa jurídica, a que se refere o § 2º do
artigo anterior;
III - certidões dos cartórios eleitorais que comprovem ter o partido obtido o
apoiamento mínimo de eleitores a que se refere o § 1º do art. 7º.
§ 1º A prova do apoiamento mínimo de eleitores é feita por meio de suas
assinaturas, com menção ao número do respectivo título eleitoral, em listas
organizadas para cada Zona, sendo a veracidade das respectivas assinaturas e o
número dos títulos atestados pelo Escrivão Eleitoral.
§ 2º O Escrivão Eleitoral dá imediato recibo de cada lista que lhe for
apresentada e, no prazo de quinze dias, lavra o seu atestado, devolvendo-a ao
interessado.
§ 3º Protocolado o pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral, o processo
respectivo, no prazo de quarenta e oito horas, é distribuído a um Relator, que,
ouvida a Procuradoria-Geral, em dez dias, determina, em igual prazo, diligências
para sanar eventuais falhas do processo.
§ 4º Se não houver diligências a determinar, ou após o seu atendimento, o
Tribunal Superior Eleitoral registra o estatuto do partido, no prazo de trinta
dias.
Art. 10. As alterações programáticas ou estatutárias, após registradas no Ofício
Civil competente, devem ser encaminhadas, para o mesmo fim, ao Tribunal Superior
Eleitoral.
Parágrafo único. O Partido comunica à Justiça Eleitoral a constituição de seus
órgãos de direção e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as alterações
que forem promovidas, para anotação: (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.259, de
9.1.1996)
I - no Tribunal Superior Eleitoral, dos integrantes dos órgãos de âmbito
nacional; (Inciso incluído pela Lei nº 9.259, de 9.1.1996)
II - nos Tribunais Regionais Eleitorais, dos integrantes dos órgãos de âmbito
estadual, municipal ou zonal." (Inciso incluído pela Lei nº 9.259, de 9.1.1996)
Art. 11. O partido com registro no Tribunal Superior Eleitoral pode credenciar,
respectivamente:
I - delegados perante o Juiz Eleitoral;
II - delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral;
III - delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.
Parágrafo único. Os delegados credenciados pelo órgão de direção nacional
representam o partido perante quaisquer Tribunais ou Juízes Eleitorais; os
credenciados pelos órgãos estaduais, somente perante o Tribunal Regional
Eleitoral e os Juízes Eleitorais do respectivo Estado, do Distrito Federal ou
Território Federal; e os credenciados pelo órgão municipal, perante o Juiz
Eleitoral da respectiva jurisdição.
CAPÍTULO II
Do Funcionamento Parlamentar
Art. 12. O partido político funciona, nas Casas Legislativas, por intermédio de
uma bancada, que deve constituir suas lideranças de acordo com o estatuto do
partido, as disposições regimentais das respectivas Casas e as normas desta Lei.
Art. 13. Tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas
para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a
Câmara dos Deputados obtenha o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos
apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um
terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de cada um deles.
CAPÍTULO III
Do Programa e do Estatuto
Art. 14. Observadas as disposições constitucionais e as desta Lei, o partido é
livre para fixar, em seu programa, seus objetivos políticos e para estabelecer,
em seu estatuto, a sua estrutura interna, organização e funcionamento.
Art. 15. O Estatuto do partido deve conter, entre outras, normas sobre:
I - nome, denominação abreviada e o estabelecimento da sede na Capital Federal;
II - filiação e desligamento de seus membros;
III - direitos e deveres dos filiados;
IV - modo como se organiza e administra, com a definição de sua estrutura geral
e identificação, composição e competências dos órgãos partidários nos níveis
municipal, estadual e nacional, duração dos mandatos e processo de eleição dos
seus membros;
V - fidelidade e disciplina partidárias, processo para apuração das infrações e
aplicação das penalidades, assegurado amplo direito de defesa;
VI - condições e forma de escolha de seus candidatos a cargos e funções
eletivas;
VII - finanças e contabilidade, estabelecendo, inclusive, normas que os
habilitem a apurar as quantias que os seus candidatos possam despender com a
própria eleição, que fixem os limites das contribuições dos filiados e definam
as diversas fontes de receita do partido, além daquelas previstas nesta Lei;
VIII - critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os
órgãos de nível municipal, estadual e nacional que compõem o partido;
IX - procedimento de reforma do programa e do estatuto.
CAPÍTULO IV
Da Filiação Partidária
Art. 16. Só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus
direitos políticos.
Art. 17. Considera-se deferida, para todos os efeitos, a filiação partidária,
com o atendimento das regras estatutárias do partido.
Parágrafo único. Deferida a filiação do eleitor, será entregue comprovante ao
interessado, no modelo adotado pelo partido.
Art. 18. Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao
respectivo partido pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições,
majoritárias ou proporcionais.
"Art. 19. Na segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, o partido,
por seus órgãos de direção municipais, regionais ou nacional, deverá remeter,
aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de
filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, a relação dos
nomes de todos os seus filiados, da qual constará a data de filiação, o número
dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos. (Redação dada pela
Lei nº 9.504, de 30.9.1997)
§ 1º Se a relação não é remetida nos prazos mencionados neste artigo, permanece
inalterada a filiação de todos os eleitores, constante da relação remetida
anteriormente.
§ 2º Os prejudicados por desídia ou má-fé poderão requerer, diretamente à
Justiça Eleitoral, a observância do que prescreve o caput deste artigo.
Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de
filiação partidária superiores aos previstos nesta Lei, com vistas a candidatura
a cargos eletivos.
Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do
partido, com vistas a candidatura a cargos eletivos, não podem ser alterados no
ano da eleição.
Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão
de direção municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito.
Parágrafo único. Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação, o
vínculo torna-se extinto, para todos os efeitos.
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos
de:
I - morte;
II - perda dos direitos políticos;
III - expulsão;
IV - outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao
atingido no prazo de quarenta e oito horas da decisão.
Parágrafo único. Quem se filia a outro partido deve fazer comunicação ao partido
e ao juiz de sua respectiva Zona Eleitoral, para cancelar sua filiação; se não o
fizer no dia imediato ao da nova filiação, fica configurada dupla filiação,
sendo ambas consideradas nulas para todos os efeitos.
CAPÍTULO V
Da Fidelidade e da Disciplina Partidárias
Art. 23. A responsabilidade por violação dos deveres partidários deve ser
apurada e punida pelo competente órgão, na conformidade do que disponha o
estatuto de cada partido.
§ 1º Filiado algum pode sofrer medida disciplinar ou punição por conduta que não
esteja tipificada no estatuto do partido político.
§ 2º Ao acusado é assegurado amplo direito de defesa.
Art. 24. Na Casa Legislativa, o integrante da bancada de partido deve subordinar
sua ação parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes
estabelecidas pelos órgãos de direção partidários, na forma do estatuto.
Art. 25. O estatuto do partido poderá estabelecer, além das medidas
disciplinares básicas de caráter partidário, normas sobre penalidades, inclusive
com desligamento temporário da bancada, suspensão do direito de voto nas
reuniões internas ou perda de todas as prerrogativas, cargos e funções que
exerça em decorrência da representação e da proporção partidária, na respectiva
Casa Legislativa, ao parlamentar que se opuser, pela atitude ou pelo voto, às
diretrizes legitimamente estabelecidas pelos órgãos partidários.
Art. 26. Perde automaticamente a função ou cargo que exerça, na respectiva Casa
Legislativa, em virtude da proporção partidária, o parlamentar que deixar o
partido sob cuja legenda tenha sido eleito.
CAPÍTULO VI
Da Fusão, Incorporação e Extinção dos Partidos Políticos
Art. 27. Fica cancelado, junto ao Ofício Civil e ao Tribunal Superior Eleitoral,
o registro do partido que, na forma de seu estatuto, se dissolva, se incorpore
ou venha a se fundir a outro.
Art. 28. O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão,
determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o
qual fique provado:
I - ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência
estrangeira;
II - estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros;
III - não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à Justiça
Eleitoral;
IV - que mantém organização paramilitar.
§ 1º A decisão judicial a que se refere este artigo deve ser precedida de
processo regular, que assegure ampla defesa.
§ 2º O processo de cancelamento é iniciado pelo Tribunal à vista de denúncia de
qualquer eleitor, de representante de partido, ou de representação do
Procurador-Geral Eleitoral.
§ 3º O partido político, em nível nacional, não sofrerá a suspensão das cotas do
Fundo Partidário, nem qualquer outra punição como conseqüência de atos
praticados por órgãos regionais ou municipais." (Parágrafo incluído pela Lei nº
9.693, de 27.7.98)
Art. 29. Por decisão de seus órgãos nacionais de deliberação, dois ou mais
partidos poderão fundir-se num só ou incorporar-se um ao outro.
§ 1º No primeiro caso, observar-se-ão as seguintes normas:
I - os órgãos de direção dos partidos elaborarão projetos comuns de estatuto e
programa;
II - os órgãos nacionais de deliberação dos partidos em processo de fusão
votarão em reunião conjunta, por maioria absoluta, os projetos, e elegerão o
órgão de direção nacional que promoverá o registro do novo partido.
§ 2º No caso de incorporação, observada a lei civil, caberá ao partido
incorporando deliberar por maioria absoluta de votos, em seu órgão nacional de
deliberação, sobre a adoção do estatuto e do programa de outra agremiação.
§ 3º Adotados o estatuto e o programa do partido incorporador, realizar-se-á, em
reunião conjunta dos órgãos nacionais de deliberação, a eleição do novo órgão de
direção nacional.
§ 4º Na hipótese de fusão, a existência legal do novo partido tem início com o
registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal, do estatuto e do
programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos
órgãos competentes.
§ 5º No caso de incorporação, o instrumento respectivo deve ser levado ao Ofício
Civil competente, que deve, então, cancelar o registro do partido incorporado a
outro.
§ 6º Havendo fusão ou incorporação de partidos, os votos obtidos por eles, na
última eleição geral para a Câmara dos Deputados, devem ser somados para efeito
do funcionamento parlamentar, nos termos do art. 13, da distribuição dos
recursos do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao rádio e à televisão.
§ 7º O novo estatuto ou instrumento de incorporação deve ser levado a registro e
averbado, respectivamente, no Ofício Civil e no Tribunal Superior Eleitoral.
TÍTULO III
Das Finanças e Contabilidade dos Partidos
CAPÍTULO I
Da Prestação de Contas
Art. 30. O partido político, através de seus órgãos nacionais, regionais e
municipais, deve manter escrituração contábil, de forma a permitir o
conhecimento da origem de suas receitas e a destinação de suas despesas.
Art. 31. É vedado ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer
forma ou pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro,
inclusive através de publicidade de qualquer espécie, procedente de:
I - entidade ou governo estrangeiros;
II - autoridade ou órgãos públicos, ressalvadas as dotações referidas no art.
38;
III - autarquias, empresas públicas ou concessionárias de serviços públicos,
sociedades de economia mista e fundações instituídas em virtude de lei e para
cujos recursos concorram órgãos ou entidades governamentais;
IV - entidade de classe ou sindical.
Art. 32. O partido está obrigado a enviar, anualmente, à Justiça Eleitoral, o
balanço contábil do exercício findo, até o dia 30 de abril do ano seguinte.
§ 1º O balanço contábil do órgão nacional será enviado ao Tribunal Superior
Eleitoral, o dos órgãos estaduais aos Tribunais Regionais Eleitorais e o dos
órgãos municipais aos Juízes Eleitorais.
§ 2º A Justiça Eleitoral determina, imediatamente, a publicação dos balanços na
imprensa oficial, e, onde ela não exista, procede à afixação dos mesmos no
Cartório Eleitoral.
§ 3º No ano em que ocorrem eleições, o partido deve enviar balancetes mensais à
Justiça Eleitoral, durante os quatro meses anteriores e os dois meses
posteriores ao pleito.
Art. 33. Os balanços devem conter, entre outros, os seguintes itens:
I - discriminação dos valores e destinação dos recursos oriundos do fundo
partidário;
II - origem e valor das contribuições e doações;
III - despesas de caráter eleitoral, com a especificação e comprovação dos
gastos com programas no rádio e televisão, comitês, propaganda, publicações,
comícios, e demais atividades de campanha;
IV - discriminação detalhada das receitas e despesas.
Art. 34. A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a escrituração contábil
e a prestação de contas do partido e das despesas de campanha eleitoral, devendo
atestar se elas refletem adequadamente a real movimentação financeira, os
dispêndios e recursos aplicados nas campanhas eleitorais, exigindo a observação
das seguintes normas:
I - obrigatoriedade de constituição de comitês e designação de dirigentes
partidários específicos, para movimentar recursos financeiros nas campanhas
eleitorais;
II - caracterização da responsabilidade dos dirigentes do partido e comitês,
inclusive do tesoureiro, que responderão, civil e criminalmente, por quaisquer
irregularidades;
III - escrituração contábil, com documentação que comprove a entrada e saída de
dinheiro ou de bens recebidos e aplicados;
IV - obrigatoriedade de ser conservada pelo partido a documentação comprobatória
de suas prestações de contas, por prazo não inferior a cinco anos;
V - obrigatoriedade de prestação de contas, pelo partido político, seus comitês
e candidatos, no encerramento da campanha eleitoral, com o recolhimento imediato
à tesouraria do partido dos saldos financeiros eventualmente apurados.
Parágrafo único. Para efetuar os exames necessários ao atendimento do disposto
no caput, a Justiça Eleitoral pode requisitar técnicos do Tribunal de Contas da
União ou dos Estados, pelo tempo que for necessário.
Art. 35. O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais, à
vista de denúncia fundamentada de filiado ou delegado de partido, de
representação do Procurador-Geral ou Regional ou de iniciativa do Corregedor,
determinarão o exame da escrituração do partido e a apuração de qualquer ato que
viole as prescrições legais ou estatutárias a que, em matéria financeira, aquele
ou seus filiados estejam sujeitos, podendo, inclusive, determinar a quebra de
sigilo bancário das contas dos partidos para o esclarecimento ou apuração de
fatos vinculados à denúncia.
Parágrafo único. O partido pode examinar, na Justiça Eleitoral, as prestações de
contas mensais ou anuais dos demais partidos, quinze dias após a publicação dos
balanços financeiros, aberto o prazo de cinco dias para impugná-las, podendo,
ainda, relatar fatos, indicar provas e pedir abertura de investigação para
apurar qualquer ato que viole as prescrições legais ou estatutárias a que, em
matéria financeira, os partidos e seus filiados estejam sujeitos.
Art. 36. Constatada a violação de normas legais ou estatutárias, ficará o
partido sujeito às seguintes sanções:
I - no caso de recursos de origem não mencionada ou esclarecida, fica suspenso o
recebimento das quotas do fundo partidário até que o esclarecimento seja aceito
pela Justiça Eleitoral;
II - no caso de recebimento de recursos mencionados no art. 31, fica suspensa a
participação no fundo partidário por um ano;
III - no caso de recebimento de doações cujo valor ultrapasse os limites
previstos no art. 39, § 4º, fica suspensa por dois anos a participação no fundo
partidário e será aplicada ao partido multa correspondente ao valor que exceder
aos limites fixados.
"Art. 37. A falta de prestação de contas ou sua desaprovação total ou parcial
implica a suspensão de novas cotas do Fundo Partidário e sujeita os responsáveis
ás penas da lei. (Redação dada pela Lei nº 9.693, de 27.7.98)
§ 1º. A Justiça Eleitoral pode determinar diligências necessárias à
complementação de informações ou ao saneamento de irregularidades encontradas
nas contas dos órgãos de direção partidária ou de candidatos. (Parágrafo
renumerado pela Lei nº 9.693, de 27.7.98)
CAPÍTULO II
Do Fundo Partidário
Art. 38. O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos
(Fundo Partidário) é constituído por:
I - multas e penalidades pecuniárias aplicadas nos termos do Código Eleitoral e
leis conexas;
II - recursos financeiros que lhe forem destinados por lei, em caráter
permanente ou eventual;
III - doações de pessoa física ou jurídica, efetuadas por intermédio de
depósitos bancários diretamente na conta do Fundo Partidário;
IV - dotações orçamentárias da União em valor nunca inferior, cada ano, ao
número de eleitores inscritos em 31 de dezembro do ano anterior ao da proposta
orçamentária, multiplicados por trinta e cinco centavos de real, em valores de
agosto de 1995.
§ 1º (VETADO)
§ 2º (VETADO)
Art. 39. Ressalvado o disposto no art. 31, o partido político pode receber
doações de pessoas físicas e jurídicas para constituição de seus fundos.
§ 1º As doações de que trata este artigo podem ser feitas diretamente aos órgãos
de direção nacional, estadual e municipal, que remeterão, à Justiça Eleitoral e
aos órgãos hierarquicamente superiores do partido, o demonstrativo de seu
recebimento e respectiva destinação, juntamente com o balanço contábil.
§ 2º Outras doações, quaisquer que sejam, devem ser lançadas na contabilidade do
partido, definidos seus valores em moeda corrente.
§ 3º As doações em recursos financeiros devem ser, obrigatoriamente, efetuadas
por cheque cruzado em nome do partido político ou por depósito bancário
diretamente na conta do partido político.
§ 4º O valor das doações feitas a partido político, por pessoa jurídica,
limita-se à importância máxima calculada sobre o total das dotações previstas no
inciso IV do artigo anterior, corrigida até o mês em que se efetuar a doação,
obedecidos os seguintes percentuais: (Revogado pela Lei nº 9.504, de 30.9.1997)
I - para órgãos de direção nacional: até dois décimos por cento;
II - para órgãos de direção regional e municipal: até dois centésimos por cento.
Art. 40. A previsão orçamentária de recursos para o Fundo Partidário deve ser
consignada, no Anexo do Poder Judiciário, ao Tribunal Superior Eleitoral.
§ 1º O Tesouro Nacional depositará, mensalmente, os duodécimos no Banco do
Brasil, em conta especial à disposição do Tribunal Superior Eleitoral.
§ 2º Na mesma conta especial serão depositadas as quantias arrecadadas pela
aplicação de multas e outras penalidades pecuniárias, previstas na Legislação
Eleitoral.
Art. 41. O Tribunal Superior Eleitoral, dentro de cinco dias, a contar da data
do depósito a que se refere o § 1º do artigo anterior, fará a respectiva
distribuição aos órgãos nacionais dos partidos, obedecendo aos seguintes
critérios:
I - um por cento do total do Fundo Partidário será destacado para entrega, em
partes iguais, a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no
Tribunal Superior Eleitoral;
II - noventa e nove por cento do total do Fundo Partidário serão distribuídos
aos partidos que tenham preenchido as condições do art. 13, na proporção dos
votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
Art. 42. Em caso de cancelamento ou caducidade do órgão de direção nacional do
partido, reverterá ao Fundo Partidário a quota que a este caberia.
Art. 43. Os depósitos e movimentações dos recursos oriundos do Fundo Partidário
serão feitos em estabelecimentos bancários controlados pelo Poder Público
Federal, pelo Poder Público Estadual ou, inexistindo estes, no banco escolhido
pelo órgão diretivo do partido.
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
I - na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de
pessoal, a qualquer título, este último até o limite máximo de vinte por cento
do total recebido;
II - na propaganda doutrinária e política;
III - no alistamento e campanhas eleitorais;
IV - na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de
doutrinação e educação política, sendo esta aplicação de, no mínimo, vinte por
cento do total recebido.
§ 1º Na prestação de contas dos órgãos de direção partidária de qualquer nível
devem ser discriminadas as despesas realizadas com recursos do Fundo Partidário,
de modo a permitir o controle da Justiça Eleitoral sobre o cumprimento do
disposto nos incisos I e IV deste artigo.
§ 2º A Justiça Eleitoral pode, a qualquer tempo, investigar sobre a aplicação de
recursos oriundos do Fundo Partidário.
§ 3º Os recursos de que trata este artigo não estão sujeitos ao regime da Lei nº
8.666, de 21 de junho de 1993." (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.504, de
30.9.1997)
TÍTULO IV
Do Acesso Gratuito ao Rádio e à Televisão
Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante
transmissão por rádio e televisão será realizada entre as dezenove horas e
trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
I - difundir os programas partidários;
II - transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário,
dos eventos com este relacionados e das atividades congressuais do partido;
III - divulgar a posição do partido em relação a temas político-comunitários.
§ 1º Fica vedada, nos programas de que trata este Título:
I - a participação de pessoa filiada a partido que não o responsável pelo
programa;
II - a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de
interesses pessoais ou de outros partidos;
III - a utilização de imagens ou cenas incorretas ou incompletas, efeitos ou
quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua
comunicação.
§ 2º O Tribunal Superior Eleitoral, julgando procedente representação de
partido, cassará o direito de transmissão a que faria jus, no semestre seguinte,
do partido que contrariar o disposto neste artigo.
§ 3º A propaganda partidária, no rádio e na televisão, fica restrita aos
horários gratuitos disciplinados nesta Lei, com proibição de propaganda paga.
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para
os partidos políticos, na forma desta Lei, transmissões gratuitas em âmbito
nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos
órgãos de direção.
§ 1º As transmissões serão em bloco, em cadeia nacional ou estadual, e em
inserções de trinta segundos e um minuto, no intervalo da programação normal das
emissoras.
§ 2º A formação das cadeias, tanto nacional quanto estaduais, será autorizada
pelo Tribunal Superior Eleitoral, que fará a necessária requisição dos horários
às emissoras de rádio e de televisão, mediante requerimento dos órgãos nacionais
dos partidos, com antecedência mínima de quinze dias.
§ 3º No requerimento a que se refere o parágrafo anterior, o órgão partidário
solicitará conjuntamente a fixação das datas de formação das cadeias, nacional e
estaduais.
§ 4º O Tribunal Superior Eleitoral, independentemente do âmbito nacional ou
estadual da transmissão, havendo coincidência de data, dará prioridade ao
partido que apresentou o requerimento em primeiro lugar.
§ 5º As fitas magnéticas com as gravações dos programas em bloco ou em inserções
serão entregues às emissoras com a antecedência mínima de doze horas da
transmissão.
§ 6º As inserções a serem feitas na programação das emissoras serão
determinadas:
I - pelo Tribunal Superior Eleitoral, quando solicitadas por órgão de direção
nacional de partido;
II - pelo Tribunal Regional Eleitoral, quando solicitadas por órgão de direção
estadual de partido.
§ 7º Em cada rede somente serão autorizadas até dez inserções de trinta segundos
ou cinco de um minuto por dia.
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas
diretamente entre as emissoras de rádio e de televisão e os órgãos de direção do
partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao
Tribunal Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao
disposto no art. 13 tem assegurada a realização de um programa em cadeia
nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. O partido que atenda ao disposto no art. 13 tem assegurado:
I - a realização de um programa, em cadeia nacional e de um programa, em cadeia
estadual em cada semestre, com a duração de vinte minutos cada;
II - a utilização do tempo total de quarenta minutos, por semestre, para
inserções de trinta segundos ou um minuto, nas redes nacionais, e de igual tempo
nas emissoras estaduais.
TÍTULO V
Disposições Gerais
Art. 50. (VETADO)
Art. 51. É assegurado ao partido político com estatuto registrado no Tribunal
Superior Eleitoral o direito à utilização gratuita de escolas públicas ou Casas
Legislativas para a realização de suas reuniões ou convenções,
responsabilizando-se pelos danos porventura causados com a realização do evento.
Art. 52. (VETADO)
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação
fiscal pela cedência do horário gratuito previsto nesta Lei. (Regulamento Dec.
nº 3.516, de 20.6.2000)
Art. 53. A fundação ou instituto de direito privado, criado por partido
político, destinado ao estudo e pesquisa, à doutrinação e à educação política,
rege-se pelas normas da lei civil e tem autonomia para contratar com
instituições públicas e privadas, prestar serviços e manter estabelecimentos de
acordo com suas finalidades, podendo, ainda, manter intercâmbio com instituições
não nacionais.
Art. 54. Para fins de aplicação das normas estabelecidas nesta Lei,
consideram-se como equivalentes a Estados e Municípios o Distrito Federal e os
Territórios e respectivas divisões político-administrativas.
TÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Art. 55. O partido político que, nos termos da legislação anterior, tenha
registro definitivo, fica dispensado da condição estabelecida no § 1º do art.
7º, e deve providenciar a adaptação de seu estatuto às disposições desta Lei, no
prazo de seis meses da data de sua publicação.
§ 1º A alteração estatutária com a finalidade prevista neste artigo pode ser
realizada pelo partido político em reunião do órgão nacional máximo,
especialmente convocado na forma dos estatutos, com antecedência mínima de
trinta dias e ampla divulgação, entre seus órgãos e filiados, do projeto do
estatuto.
§ 2º Aplicam-se as disposições deste artigo ao partido que, na data da
publicação desta Lei:
I - tenha completado seu processo de organização nos termos da legislação
anterior e requerido o registro definitivo;
II - tenha seu pedido de registro sub judice, desde que sobrevenha decisão
favorável do órgão judiciário competente;
III - tenha requerido registro de seus estatutos junto ao Tribunal Superior
Eleitoral, após o devido registro como entidade civil.
Art. 56. No período entre a data da publicação desta Lei e o início da próxima
legislatura, será observado o seguinte:
I - fica assegurado o direito ao funcionamento parlamentar na Câmara dos
Deputados ao partido que tenha elegido e mantenha filiados, no mínimo, três
representantes de diferentes Estados;
II - a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados disporá sobre o funcionamento da
representação partidária conferida, nesse período, ao partido que possua
representação eleita ou filiada em número inferior ao disposto no inciso
anterior;
III - ao partido que preencher as condições do inciso I é assegurada a
realização anual de um programa, em cadeia nacional, com a duração de dez
minutos;
IV - ao partido com representante na Câmara dos Deputados desde o início da
Sessão Legislativa de 1995, fica assegurada a realização de um programa em
cadeia nacional em cada semestre, com a duração de cinco minutos, não
cumulativos com o tempo previsto no inciso III;
V - vinte e nove por cento do Fundo Partidário será destacado para distribuição
a todos os partidos com estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, na
proporção da representação parlamentar filiada no início da Sessão Legislativa
de 1995.
Art. 57. No período entre o início da próxima Legislatura e a proclamação dos
resultados da segunda eleição geral subseqüente para a Câmara dos Deputados,
será observado o seguinte:
I - direito a funcionamento parlamentar ao partido com registro definitivo de
seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral até a data da publicação desta Lei
que, a partir de sua fundação tenha concorrido ou venha a concorrer às eleições
gerais para a Câmara dos Deputados, elegendo representante em duas eleições
consecutivas:
a) na Câmara dos Deputados, toda vez que eleger representante em, no mínimo,
cinco Estados e obtiver um por cento dos votos apurados no País, não computados
os brancos e os nulos;
b) nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores, toda vez que,
atendida a exigência do inciso anterior, eleger representante para a respectiva
Casa e obtiver um total de um por cento dos votos apurados na Circunscrição, não
computados os brancos e os nulos;
II - vinte e nove por cento do Fundo Partidário será destacado para
distribuição, aos Partidos que cumpram o disposto no art. 13 ou no inciso
anterior, na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara
dos Deputados;
III - é assegurada, aos Partidos a que se refere o inciso I, observadas, no que
couber, as disposições do Título IV:
a) a realização de um programa, em cadeia nacional, com duração de dez minutos
por semestre;
b) a utilização do tempo total de vinte minutos por semestre em inserções de
trinta segundos ou um minuto, nas redes nacionais e de igual tempo nas emissoras
dos Estados onde hajam atendido ao disposto no inciso I, b.
Art. 58. A requerimento de partido, o Juiz Eleitoral devolverá as fichas de
filiação partidária existentes no cartório da respectiva Zona, devendo ser
organizada a primeira relação de filiados, nos termos do art. 19, obedecidas as
normas estatutárias.
Parágrafo único. Para efeito de candidatura a cargo eletivo será considerada
como primeira filiação a constante das listas de que trata este artigo.
Art. 59. O art. 16 da Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916 (Código Civil),
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art.16. .................................................................
........................................................................
III - os partidos políticos.
........................................................................
§ 3º Os partidos políticos reger-se-ão pelo disposto, no que lhes for aplicável,
nos arts. 17 a 22 deste Código e em lei específica.”
Art. 60. Os artigos a seguir enumerados da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de
1973, passam a vigorar a seguinte redação:
"Art. 114. ..............................................................
........................................................................
III - os atos constitutivos e os estatutos dos partidos políticos.
........................................................................
Art. 120. O registro das sociedades, fundações e partidos políticos consistirá
na declaração, feita em livro, pelo oficial, do número de ordem, da data da
apresentação e da espécie do ato constitutivo, com as seguintes indicações:
........................................................................
Parágrafo único. Para o registro dos partidos políticos, serão obedecidos, além
dos requisitos deste artigo, os estabelecidos em lei específica."
Art. 61. O Tribunal Superior Eleitoral expedirá instruções para a fiel execução
desta Lei.
Art. 62. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 63. Ficam revogadas a Lei nº 5.682, de 21 de julho de 1971, e respectivas
alterações; a Lei nº 6.341, de 5 de julho de 1976; a Lei nº 6.817, de 5 de
setembro de 1980; a Lei nº 6.957, de 23 de novembro de 1981; o art. 16 da Lei nº
6.996, de 7 de junho de 1982; a Lei nº 7.307, de 9 de abril de 1985, e a Lei nº
7.514, de 9 de julho de 1986.
Brasília, 19 de setembro de 1995; 174º da Independência e 107º da República.
MARCO ANTONIO DE OLIVEIRA MACIEL
Nelson A. Jobim
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