Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005
DOU de 23.12.2005
REVOGADA PELA Instrução Normativa SRF 695/2006
Dispõe sobre a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso das atribuições que lhe conferem os
incisos III e XVIII do art. 230 do Regimento Interno da Secretaria da Receita
Federal, aprovado pela Portaria MF no 30, de 25 de fevereiro de 2005, e tendo em
vista o disposto no art. 5o do Decreto-lei no 2.124, de 13 de junho de 1984, no
art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, no art. 18 da Medida
Provisória nº 2.189-49, de 23 de agosto de 2001, no art. 90 da Medida Provisória
nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, no art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de
abril de 2002, no art. 18 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e nos
arts. 4º, 5º e 8º da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, resolve:
Art. 1º As normas disciplinadoras da Declaração de Débitos e Créditos
Tributários Federais (DCTF), relativa a fatos geradores que ocorrerem a partir
de 1º de janeiro de 2006, são as estabelecidas por esta Instrução Normativa.
Da Apresentação da DCTF
Art. 2º As pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, as imunes e as
isentas, deverão apresentar, de forma centralizada, pela matriz:
I – mensalmente, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Mensal
(DCTF Mensal), observado o disposto no art. 3º; ou
II – semestralmente, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais
Semestral (DCTF Semestral), observado o disposto no art. 4º.
Da Obrigatoriedade de Apresentação da DCTF
Art. 3º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas:
I – cuja receita bruta auferida no segundo ano-calendário anterior ao período
correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00
(trinta milhões de reais);
II – cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo
ano-calendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha
sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais).
§ 1º Permanecem obrigadas à apresentação da DCTF Mensal no ano-calendário de
2006 as pessoas jurídicas que estavam obrigadas a sua apresentação no
ano-calendário de 2005, em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de
receita bruta auferida ou de débitos declarados.
§ 2º Fica obrigada à apresentação da DCTF Mensal a pessoa jurídica sucessora nos
casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial, ocorridos:
I – no ano-calendário de 2005, quando a incorporada, fusionada ou cindida estava
sujeita à mesma obrigação, nesse período, em decorrência de seu enquadramento
nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados;
II – nos anos-calendário de 2004 ou de 2005, em que a incorporada, fusionada ou
cindida se enquadraria nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos
declarados nos termos dos incisos I ou II do caput deste artigo.
§ 3º Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela
pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a
classificação contábil adotada para as receitas.
Art. 4º As pessoas jurídicas não enquadradas no disposto no art. 3º deverão
apresentar a DCTF Semestral.
Da Opção pela Apresentação da DCTF Mensal
Art. 5º As pessoas jurídicas não enquadradas nas hipóteses do art. 3º poderão
optar pela apresentação da DCTF Mensal.
§ 1º A opção de que trata o caput será exercida mediante a apresentação da
primeira DCTF Mensal, sendo essa opção definitiva e irretratável para todo o
ano-calendário que contiver o período correspondente à declaração apresentada.
§ 2º Exercida a opção de que trata o caput com a apresentação de DCTF Mensal
relativa a mês posterior a janeiro, a pessoa jurídica ficará obrigada à
apresentação das declarações relativas aos meses anteriores ao da primeira DCTF
apresentada, sendo devida a multa pelo atraso na entrega das referidas
declarações.
§ 3º A obrigatoriedade de entrega na forma prevista no § 2º não se aplica no
caso de pessoa jurídica dispensada da apresentação da DCTF no período
considerado.
Da Dispensa de Apresentação da DCTF
Art. 6º Estão dispensadas da apresentação da DCTF:
I – as microempresas e as empresas de pequeno porte enquadradas no Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas
de Pequeno Porte (Simples), relativamente aos períodos abrangidos por esse
sistema;
II – as pessoas jurídicas imunes e as isentas, cujo valor mensal de impostos e
contribuições a declarar na DCTF seja inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais);
III – as pessoas jurídicas que se mantiveram inativas desde o início do
ano-calendário a que se referirem as DCTF, relativamente às declarações
correspondentes aos períodos em que se mantiverem inativas;
IV – os órgãos públicos, as autarquias e as fundações públicas;
V – os consórcios constituídos na forma dos arts. 278 e 279 da Lei nº 6.404, de
15 de dezembro de 1976;
VI – os fundos em condomínio e os clubes de investimento que não se enquadrem no
disposto no art. 2º da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999.
§ 1º Não estão dispensadas da apresentação da DCTF, as pessoas jurídicas:
I – excluídas do Simples, quanto às DCTF relativas aos fatos geradores ocorridos
a partir da data em que o ato declaratório de exclusão produzir efeitos;
II – cuja imunidade ou isenção houver sido suspensa ou revogada, a partir,
inclusive, do período do evento;
III – de que trata o inciso III do caput, a partir do período, inclusive, em que
praticarem qualquer atividade operacional, não-operacional, financeira ou
patrimonial.
§ 2º Na hipótese do inciso I do § 1º, não deverão ser informados na DCTF os
valores apurados pelo Simples.
§ 3º As pessoas jurídicas que passarem à condição de inativa no curso do
ano-calendário somente estarão dispensadas da apresentação da DCTF a partir do
primeiro período do ano-calendário subseqüente, observado o disposto no inciso
III do caput.
§ 4º Considera-se inativa a pessoa jurídica que não realizar qualquer atividade
operacional, não-operacional, financeira ou patrimonial no curso do período.
§ 5º As pessoas jurídicas que passarem a se enquadrar no Simples a partir de 1º
de janeiro do ano-calendário devem apresentar as DCTF referentes aos
anos-calendário anteriores ainda não apresentadas.
§ 6º As pessoas jurídicas imunes ou isentas ficarão obrigadas à apresentação da
DCTF a partir do mês ou do semestre que contenha o mês em que o limite fixado no
inciso II do caput seja ultrapassado e permanecerão sujeitas a essa obrigação em
relação aos períodos seguintes do ano-calendário em curso.
§ 7º As pessoas jurídicas deverão apresentar a DCTF ainda que não tenham débito
a declarar, a partir do período em que ficarem obrigadas a sua apresentação.
Da Forma de Apresentação da DCTF
Art. 7º A DCTF será elaborada mediante utilização de programas geradores de
declaração, que estarão disponíveis na página da Secretaria da Receita Federal (SRF)
na Internet, no endereço <http://www.receita.fazenda.gov.br>.
§ 1º A DCTF será apresentada mediante sua transmissão pela Internet com a
utilização do programa Receitanet, disponível no endereço eletrônico referido no
caput.
§ 2º Para apresentação da DCTF Mensal, será obrigatória a assinatura digital da
declaração mediante utilização de certificado digital válido.
§ 3º O disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo aplica-se, inclusive, aos casos de
extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial.
Do Prazo para Apresentação da DCTF
Art. 8º As pessoas jurídicas deverão apresentar:
I – DCTF Mensal até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao mês de
ocorrência dos fatos geradores; ou
II – DCTF Semestral:
a) até o quinto dia útil do mês de outubro, no caso de DCTF relativa ao primeiro
semestre do ano-calendário; e
b) até o quinto dia útil do mês de abril, no caso de DCTF relativa ao segundo
semestre do ano-calendário anterior.
§ 1º No caso de extinção, incorporação, fusão ou cisão total ou parcial, a DCTF
Mensal ou a DCTF Semestral será apresentada pela pessoa jurídica extinta,
incorporada, incorporadora, fusionada ou cindida até o quinto dia útil do
segundo mês subseqüente ao da realização do evento.
§ 2º A obrigatoriedade de apresentação na forma prevista no § 1º não se aplica,
para a incorporadora, nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e
incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário
anterior ao do evento.
§ 3º No caso de exclusão de ofício do Simples, em virtude de:
I – constatação de situação excludente prevista nos incisos I e II do art. 9º da
Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica fica obrigada a
apresentar as DCTF relativas aos períodos dos anos-calendário subseqüentes
àquele em que foi ultrapassado o limite de receita bruta;
II – constatação de situação excludente prevista nos incisos III a XIV e XVII a
XIX do art. 9º da Lei nº 9.317, de 1996, a pessoa jurídica fica obrigada a
apresentar as DCTF relativas aos fatos geradores ocorridos a partir da data em
que o ato declaratório de exclusão produzir efeitos;
III – constatação de situação excludente prevista nos incisos XV e XVI do art.
9º da Lei nº 9.317, de 1996, a pessoa jurídica fica obrigada a apresentar DCTF a
partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência do ato declaratório de
exclusão;
IV – constatação de situação excludente prevista nos incisos II a VII do art. 14
da Lei nº 9.317, de 1996, a pessoa jurídica fica obrigada a apresentar as DCTF
relativas aos fatos geradores ocorridos a partir da data em que o ato
declaratório de exclusão produzir efeitos;
V – ter ultrapassado, no ano-calendário de início de atividade, o limite de
receita bruta proporcional ao número de meses de funcionamento nesse
ano-calendário, a pessoa jurídica fica obrigada a apresentar as DCTF relativas
aos fatos geradores ocorridos a partir do início de atividade;
VI – constatação de situação excludente decorrente de rescisão de parcelamento
do Simples, a pessoa jurídica fica obrigada a apresentar as DCTF relativas aos
fatos geradores ocorridos a partir da data em que o ato declaratório de exclusão
produzir efeitos;
§ 4º O disposto no inciso V do § 3º aplica-se, inclusive, à pessoa jurídica
optante que tenha comunicado sua exclusão obrigatória do Simples em virtude de,
no ano-calendário de início de atividade, ter ultrapassado o limite de receita
bruta proporcional ao número de meses de funcionamento nesse ano-calendário,
hipótese em que deverá apresentar as DCTF, relativas aos fatos geradores
ocorridos a partir do início de atividade, até o último dia útil do mês
subseqüente àquele em que for ultrapassado o limite de receita bruta.
§ 5º No caso de suspensão de imunidade ou isenção das pessoas jurídicas
dispensadas de apresentação da DCTF de que trata o inciso II do caput do art.
6º, a pessoa jurídica fica obrigada a apresentar as DCTF relativas aos períodos
verificados entre o termo inicial e o final da suspensão.
Dos Impostos e Contribuições Declarados na DCTF
Art. 9º A DCTF conterá informações relativas aos seguintes impostos e
contribuições federais:
I – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ);
II – Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF);
III – Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
IV – Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos
ou Valores Mobiliários (IOF);
V – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
VI – Contribuição para o PIS/Pasep;
VII – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
VIII – Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de
Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF);
IX – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a
importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus
derivados, e álcool etílico combustível (Cide-Combustível); e
X – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico destinada a financiar o
Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa para o Apoio à Inovação (Cide-Remessa).
§ 1º Na DCTF não serão informados os valores relativos a impostos e
contribuições exigidos em lançamento de ofício.
§ 2º Os valores referentes ao IPI e à Cide-Combustível deverão ser informados,
por estabelecimento, na DCTF apresentada pela matriz.
§ 3º Os valores relativos ao IRPJ, à CSLL, à Contribuição para o PIS/Pasep e à
Cofins pagos na forma do caput do art. 4º da Lei nº 10.931, de 2 de agosto de
2004, devem ser informados na DCTF da pessoa jurídica incorporadora, por
incorporação imobiliária, no grupo RET/Patrimônio de Afetação.
§ 4º Os valores referentes à CSLL, à Cofins e à Contribuição para o PIS/Pasep
retidos na fonte pelas pessoas jurídicas de direito privado na forma do art. 30
da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e os valores relativos à Cofins e à
Contribuição para o PIS/Pasep retidos na forma do art. 1º da Lei nº 10.485, de 3
de julho de 2002, alterado pelo art. 36 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de
2004, devem ser informados na DCTF no grupo Contribuições Sociais Retidas na
Fonte (CSRF).
§ 5º Os valores referentes ao IRPJ, à CSLL, à Cofins e à Contribuição para o
PIS/Pasep retidos na fonte pelas empresas públicas, sociedades de economia mista
e demais entidades na forma do inciso III do art. 34 da Lei nº 10.833, de 2003,
devem ser informados na DCTF no grupo Contribuições Sociais e Imposto de Renda
Retidos na Fonte (COSIRF).
§ 6º Os valores referentes ao IRRF retido pelos fundos de investimento, que não
se enquadrem no disposto no art. 2º da Lei nº 9.779, de 1999, deverão ser
informados na DCTF apresentada pelo administrador.
§ 7º A pessoa jurídica excluída do Regime Especial de Tributação para a
Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação (Repes), nas
hipóteses de que tratam os incisos II e III do caput do art. 8º da Lei nº
11.196, de 21 de novembro de 2005, deverá retificar a DCTF referente ao período
de aquisição no mercado interno ou de registro da Declaração de Importação (DI),
conforme o caso, dos bens ou dos serviços, para inclusão dos valores relativos
às contribuições não pagas em decorrência da suspensão de que tratam os arts. 4º
e 5º da referida Lei.
Das Penalidades
Art. 10. A pessoa jurídica que deixar de apresentar a DCTF no prazo fixado ou
que a apresentar com incorreções ou omissões será intimada a apresentar
declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos,
nos demais casos, no prazo estipulado pela SRF, e sujeitar-se-á às seguintes
multas:
I – de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante
dos impostos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago,
no caso de falta de entrega dessa declaração ou entrega após o prazo, limitada a
vinte por cento, observado o disposto no § 3º;
II – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou
omitidas.
§ 1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será
considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para a
entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso
de não-apresentação, a data da lavratura do auto de infração.
§ 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas:
I – em cinqüenta por cento, quando a declaração for apresentada após o prazo,
mas antes de qualquer procedimento de ofício;
II – em 25 %, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em
intimação.
§ 3º A multa mínima a ser aplicada será de:
I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa jurídica inativa;
II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.
§ 4º Nas hipóteses dos §§ 3º e 5º do art. 8º, será devida multa por atraso na
entrega da DCTF, calculada na forma do caput, desde a data fixada para entrega
de cada declaração.
§ 5º Na hipótese do § 4º do art. 8º, vencido o prazo, será devida multa por
atraso na entrega da DCTF, calculada na forma do caput, desde a data fixada para
entrega de cada declaração.
§ 6º As multas de que trata este artigo serão exigidas mediante lançamento de
ofício.
Do Tratamento dos Dados Informados na DCTF
Art. 11. Os valores informados na DCTF serão objeto de procedimento de auditoria
interna.
Parágrafo único. Os saldos a pagar relativos a cada imposto ou contribuição,
informados na DCTF, bem como os valores das diferenças apuradas em procedimentos
de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas
prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de
exigibilidade, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, com os
acréscimos moratórios devidos.
Da Retificação da DCTF
Art. 12. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante
apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas
estabelecidas para a declaração retificada.
§ 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente
apresentada, substituindo-a integralmente, e servirá para declarar novos
débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar
qualquer alteração nos créditos vinculados em declarações anteriores.
§ 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os
débitos relativos a impostos e contribuições:
I – cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União, nos casos em que
importe alteração desses saldos;
II – cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às
informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento,
parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados
à PGFN para inscrição em Dívida Ativa da União; ou
III – em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de
procedimento fiscal.
§ 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do
montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em Dívida Ativa da União,
somente poderá ser efetuada pela SRF nos casos em que houver prova inequívoca da
ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração.
§ 4º A pessoa jurídica que apresentar declaração retificadora, relativa ao
ano-calendário utilizado como referência para o enquadramento no disposto no
art. 3º, que resulte em redução da receita bruta auferida ou do valor do
somatório dos débitos declarados nas DCTF, poderá apresentar pedido de dispensa
de apresentação da DCTF Mensal, mediante a formalização de processo
administrativo.
§ 5º O pedido de dispensa de que trata o § 4º será formalizado pela pessoa
jurídica, perante a unidade da SRF de seu domicílio tributário, nos casos em que
a retificação implicar seu desenquadramento da condição de obrigada à
apresentação da DCTF Mensal.
§ 6º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que
tenham sido informados:
I – na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ),
deverá apresentar, também, DIPJ retificadora;
II – no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá
apresentar, também, Dacon retificador.
§ 7º Verificando-se a existência de imposto de renda postergado, deverão ser
apresentadas DCTF retificadoras referentes ao período em que o imposto era
devido, caso as DCTF originais do mesmo período já tenham sido apresentadas.
§ 8º A retificação de DCTF não será admitida quando resultar em alteração da
periodicidade, mensal ou semestral, de declaração anteriormente apresentada.
Das Disposições Finais
Art. 13. A DCTF apresentada com periodicidade diversa da primeira declaração
entregue relativa ao mesmo ano-calendário não produzirá efeitos.
Art. 14. Esta Instrução Normativa entra em vigor em 1º de janeiro de 2006.
Art. 15. Ficam formalmente revogadas, sem interrupção de sua força normativa, as
Instruções Normativas SRF nº 482, de 21 de dezembro de 2004, e nº 532, de 30 de
março de 2005.
JORGE ANTONIO DEHER RACHID
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